O último post do Especial Bienal do Livro é uma grande ajuda para você passar pela experiência da Bienal da melhor maneira possível. Nada mais justo e melhor do que alguém que vai em Bienais desde os 3 anos de idade para dar umas dicas, não é? 
 Antes d'eu dar as diquinhas em si, deixa eu situar você que pode ter caído de paraquedas nesse post. Como a Bienal do Livro começa dia 31 desse mês, o blog está fazendo um Especial Bienal do Livro, onde todos os posts desse mês são voltados para o evento e o universo dos livros. Caso tenha perdido algum post, você pode conferir a: Parte 1, Parte 2 e Parte 3
 Então como eu ia falando, resolvi dar umas dicas de como ir à Bienal sem neura nenhuma. Já que tenho alguma, leia-se muita, experiência, por que não compartilhar?
 Sem mais delongas, vamos lá, pegue papel e caneta ou abra o bloco de notas de um dispositivo eletrônico e anote as dicas. 

  • Tenha uma lista de livros - Procure anotar os dados principais dos livros que você quer comprar. É super essencial saber pelo menos o nome do livro, o autor e a editora. Eu, pessoalmente, vou um pouco além disso, ponho ordem de prioridade caso tenha que completar alguma coleção, ordem alfabética de autores, e etc. Não se preocupe, pois eu já ensinei a fazer uma lista dessas na Parte 2 do Especial Bienal do Livro, então é só você clicar aqui para ler sobre como montar uma lista dessas. Os meus amigos mais próximos sabem que eu sou uma pessoa que é super devoradora de livros, por isso sempre tenho um Everest de livros para ler ou que quero ler então vivo com listinhas dessas prontas.
  • Pesquise os preços do livros - Sua lista não foi feita para nada. Então pegue-a e faça uma consulta de preços pelos sites que você está acostumado a comprar e/ou use um site de busca e comparação de preços para descobrir o máximo e o mínimo que estão cobrando por um livro de sua lista. Isso ajuda muito no próximo item.
  • Junte grana - Se você é mais descontrolado quando o assunto é dinheiro, é uma boa ideia juntar. Afinal de contas, nem sempre alguém tem como bancar todas as comprinhas por lá. É claro que uma parte do money para as minhas compras vem da conta bancária da minha mamãe, mas isso não significa que eu não junte dinheiro, ou pelo menos tente juntar. Os livros lá não são muito baratos não, quer dizer, não tem tanta diferença de preço. Às vezes tem, mas isso é algo que depende muito do livro que você quer. E também existem descontos progressivos (um livro 5%, dois livros 10% e assim por diante), ou descontos para quem compra com cartão e/ou a vista. Mesmo assim é bom ir preparado. Tá, eu sei que dei essa dica meio encima da hora, então pode ir pedir grana para todos os seus parentes como presente de alguma data comemorativa. 
  • Informe-se - Procure estar por dentro da Bienal. Saber datas, horários, localizações e preços é super importante. Eu sempre entro no site da Bienal desde janeiro quando é ano do evento aqui no Rio. Sou exagerada, mas saber quanto custa os ingressos, como faz pra chegar ao local e que horas abre e fecha é, literalmente, o mínimo. Quanto mais informações melhor, assim você tem mais oportunidade de escolher qual dia ir ao evento e descobrir como encontrar seu autor favorito. Por isso eu já abri o especial do mês com um post cheio de informações sobre o evento, é só clicar aqui para ler tudo. 
  • Programe-se - Esse é o único dia do ano que me rendo a monótona rotina. Eu programo tudo, desde a hora para dormir até o que vou comer. Criar uma programação ou algum tipo de rotina ajuda a criar uma disciplina durante o evento, o que te possibilita aproveitar o máximo de tudo. Só tente não ser tão tão tão rigoroso, apenas pense em um modo de se organizar para curtir o dia lá. 😉
  • Estoque paciência - É um evento muito muito grande com um monte de coisas incríveis para ver e fazer, por isso atrai multidões. Ter paciência é o segredo do sucesso. Se você se irrita com filas e demora, nem pense em ir. Sim, as editoras/lojas/marcas mais famosas lotam seus estandes, nada mais óbvio que uma fila básica para entrar ou pagar algo. Então, seja paciente porque vai precisar. E como vai precisar da queridinha paciência.
  • Faça um intensivo de musculação - Você vai chegar lá de mãos abanando, mas vai sair cheio de sacolas. Livro não é leve não, meus amigos. Malhar os braços é lá mesmo, as pernas também, pois o evento acontece no Riocentro e lá é gigante, logo você com certeza vai andar muito atrás de seus itens de desejados. 
  • Vença uma prova de resistência do BBB - É super difícil você esquecer que está com fome, sede, frio/calor ou dor. As provas de resistência do BBB são perfeitas para trabalhar esse lado, já que você passará um bom tempo em filas e escolhendo livros e vendo coisas. Quanto mais tempo você conseguir superar isso mais livros você vai ter, olha como isso é o lado positivo da situação.
  • Seja prático - Leve somente, SOMENTE, o que você vai precisar. Ou seja, prepare bolsa ou mochila com a sua carteira de  identidade, o dinheiro para as compras, identificação estudantil para quem for estudante e comprou ingresso de meia entrada e um dos itens mais importantes dessa listinha, que é o ingresso. Ah, vale também lembrar que você pode e deve levar ecobags e sacolas mais resistentes para carregar os livros que foram comprados e não se espante se você cruzar com alguém carregando uma mala ou um carrinho de feira, é comum pessoas levarem para carregar tudo o que compram.
  • Divirta-se - Essa é uma das dicas mais importantes. Chame seus amigos, familiares ou vá disposto a conhecer novas pessoas. A Bienal do Livro reúne tudo de melhor que o universo da leitura pode proporcionar e uma das melhores coisas são as pessoas que você conhece e encontra durante a sua passagem pelo evento. É cheio de gente que compartilha dos meus interesses que você e com certeza você voltará com pelo menos uma história boa para contar do seu dia lá.

 Aaaahhhh... Não quero me despedir desse Especial que fiz. Espero que vocês tirem proveito de todas as dicas que dei. Sério, eu tenho experiência, então me escutem. Algumas dicas envolviam fazer listas e tal, então não se preocupem pois eu já fiz isso tudo por vocês e estou disponibilizando uma pasta com todas as listas que ensinei ou comentei ao longo do especial, incluindo de bônus uma checklist com itens indispensáveis para se ter na bolsa/mochila que você for levar no dia. Eu sei, eu sei, sou um anjo. 


 Mais uma vez eu quero reforçar que espero do fundinho do meu coração que você tenha curtido esse Especial Bienal do Livro organizado por mim com o maior carinho e entusiasmo do mundo. Até o mês que vem e o próximo post. Você pode me acompanhar pelas redes sociais, seguindo o meu Instagram e o Instagram do blog, o Twitter, meu  canal no YouTube e os vídeos de Jay & Mi, e escolha onde ler a fic clicando aqui. Beijocas, amorinha. 🌻

   Minha primeira "semi-resenha" é o livro "Dispa-me!: O que nossa roupa diz sobre nós" das autoras Catherine Joubert e Sarah Stern publicado pela editora Zahar. Comecei a lê-lo tem umas três semanas, mas por conta das minhas tarefas escolares a leitura está meio passo de tartaruga. 
Ambas autoras são psiquiatras e psicanalistas que trabalham com jovens, adultos, crianças e adolescentes, em Paris, França.
  Este é um dos livros que comprei na última visita do Projeto Mais Leitura na minha escola. Vocês podem ler mais sobre essa vista aqui.
   Tudo o que estiver escrito abaixo disso são alguns dados do livro para que vocês.
Título: Dispa-me!: O que nossa roupa diz sobre nós
Autor(es): Catherine Joubert e Sarah Stern
Tradutor(es): André Telles
Editora: Zahr
Páginas: 157
ISBN: 978-85-378-0032-4
Sinopse:
   Este é um livro sobre timidez, invejam rivalidade, desejo, auto-afirmação, saudade, amor, sedução, pertencimento, feminilidade, traição, renascimento, compulsão, ousadia... Este é um livro sobre roupas.
  Por trás da ideia de "futilidade" a que costumam ser associadas, as roupas dizem muito sobre nós - ainda que por vezes não tenhamos consciência disso. O que sinalizamos se usamos sempre uma mesma calça ou, ao contrário, compramos peças novas compulsivamente? Se guardamos com cuidado as vestes daqueles que nos deixam? Se colecionamos lingeries ou nos vestimos apenas de preto? Todos esses comportamentos indicam relações diferentes com as roupas, em que a história pessoal prevalece.
   A roupa, essa "segunda pele", pertence ao mesmo tempo ao dentro e ao fora de nós. Contém em suas fibras as memórias dos primeiros cuidados maternos, da aceitação ou exclusão na escola. Exprime, à sua maneira, nossos sonhos e esperanças, refletindo a construção de nossa identidade.
   É esse vínculo que Dispa-me! explora. Com o cuidado de não generalizar, as autoras apresentam breves histórias, que são em seguida interpretadas com um olhar psicanalítico. Uma abordagem séria mas descontraída, que nos permite saber um pouco mais sobre o que nossas roupas - e, paralelamente, sobre nós mesmo.
♤♡♢♧
Resenha:
   Assim que comecei a ler este livro, percebi que ele seria diferente do que eu esperava. Sabe quando você lê a sinopse e pensa que vai ser de um jeito e quando pega o livro vê que não é? Foi isso que aconteceu.
  Achei que seria com uma estória como nos romances e que se não fosse assim ele abordaria os como as roupas influenciam nossa vida e que ainda daria umas dicas de moda, tipo esses programas de TV fechada. Contudo, estava super enganada.
   O fato do livro ter sido escrito por duas psicanalistas faz muita diferença, pois elas elevam o nível dele. O livro trás em cada capítulo uma crônica diferente. Nas crônicas estórias são contadas e sempre tem uma ligação com roupas, sejam elas roupas intimas, vestidos, saias, ou até mesmo o comprimento delas, estilo, dentre outros aspectos que compõem uma roupa. Após a crônica, elas a interpretam e explicam como a roupa é vista naquela estória contada. Há correlacionamento com cultura, pensamentos, projeção de nós mesmos nos outros, projeção da imagem dos outros em nós mesmos e muito mais.
   Sinto que a visão delas é boa e, até onde li, me fez e faz pensar em coisas que não havia imaginado. Alguns dos pensamentos que elas descrevem são muito bons porque, realmente, te fazem pensar no que você transmite quando se veste.
   Por um lado, eu realmente senti falta de uma estória "normal", sabe? Daquelas com mocinhos, donzelas, uma trama interessante com ou sem final feliz. Entretanto, gosto de sentir que cada capítulo é independente do outro, como sempre tem algo novo para descobrir e aprender.
   Bom, como só tem uns vinte capítulos nesse livro (contei com a introdução) e  ainda estou no sétimo, tem bastante coisa para eu ler e apreciar.
♤♡♢♧ 

   Por esta sexta-feira foi só (tudo) isso. Prometo tentar melhorar nessa coisa de resenha/semi-resenha.    Próxima sexta tem mais!!! Não se esqueçam do Instagram do blog, vai e fique de olho.
   BEIJOCAS, CHUCHUS!!! x